
E ela o encontrou. Olhou. Apaixonou. Decepcionou. Ele morreu. Ela novamente encontrou um outro ele. Olhou minuciosamente. Apaixonou desconfiadamente. Decepcionou perdidamente. Ele morreu dolorosamente. Outro outro ele apareceu. Dessa vez sem olhares. A paixão foi sem querer. A pior das paixões. A pior das decepções. A mais dolorosa morte. Doeu tanto que a paixão morreu. Nela, morreu.
R. Brugnerotto
— R. Brugnerotto
(via fukingperfect)

E hoje as lembranças voltaram. Resolveram mostrar o quanto são vivas. Vivas e dolorosas. Vivas, dolorosas e bonitas. A tempos o ser feliz não me encontrava. Hoje ele veio em forma de filme, em forma de canção, em forma de recado alheio, em forma de sentimento, em forma de choro. Hoje descobri o que é ter lembranças boas das mágoas que passei. Tento sentir essa felicidade de novo. Giro. Volto. Nada funciona. Procurei no meu hoje. Encontrei tentativas. Falsas tentativas. Tentativas que disseram para eu parar de tentar. Tentarei não me jogar. Tentarei não acreditar. Tentarei. Talvez, não hoje, eu a reencontre. Talvez no passado.
R. Brugnerotto
O último Pôr-do-Sol

A onda ainda quebra na praia. Espumas se misturam com o vento. No dia em que ocê foi embora, eu fiquei sentindo saudades do que não foi, lembrando até do que eu não vivi, pensando nós dois.
Eu lembro a concha em seu ouvido, trazendo o barulho do mar na areia. No dia em que ocê foi embora, eu fiquei sozinho olhando o sol morrer por entre as ruínas de santa cruz lembrando nós dois.
Os edifícios abandonados. As estradas sem ninguém. Óleo queimado, as vigas na areia, a lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos. Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas.
Pois no dia em que ocê foi embora eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém. O último homem no dia em que o sol morreu.
Lenine

E o parabéns mais sincero, pro cara das letras, melodias e solos mais sinceros.
(Source: weheartit.com, via fukingperfect)
(Source: hospici, via lovecutekiss)
por Simon Tofield

Certo dia me disseram que eu não tinha motivos. Que ciúme é coisa pouca e que ali ele não poderia existir. Logo, já sabia que sempre existiu e ainda existe, como nunca antes, alguma coisa. Boa noite pra você que tá assim, se achando ridícula como eu.
R. Brugnerotto


